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Relatórios Corporativos

Relatório & Contas 2008


 

Relatório Sustentabilidade 2008

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Balanço Consolidado

Milhões de euros 2008 2007 Variação
Total do activo líquido 1.973,4 1.758,6 12,2%
Activos não correntes 1.510,7 1.353,9 11,6%
Imobilizações corpóreas e incorpóreas 858,6 722,6 18,8%
Goodwill 526,0 528,2 (0,4)%
Investimentos 1,2 2,0 (38,2)%
Impostos diferidos activos 124,9 101,1 23,5%
Activos correntes 462,8 404,7 14,3%
Clientes 173,7 192,0 (9,5)%
Liquidez 105,7 83,9 26,1%
Outros 183,4 128,8 42,3%
Capital próprio 929,0 935,4 (0,7)%
Grupo 928,5 934,6 (0,6)%
Interesses minoritários 0,5 0,9 (47,7)%
Total passivo 1.044,5 823,2 26,9%
Passivo não corrente 572,4 422,6 35,4%
Empréstimos bancários 381,7 373,2 2,3%
Provisões para outros riscos e encargos 32,2 30,9 4,3%
Outros 158,5 18,5
Passivo corrente 472,1 400,6 17,8%
Empréstimos bancários 5,0 0,6
Fornecedores 179,1 185,3 (3,4)%
Outros 288,0 214,6 34,2%
CAPEX operacional (1) 192,1 162,8 18,0%
CAPEX operacional como % do Volume de negócios 19,7% 18,2% 1,4pp
CAPEX total 289,7 235,8 22,8%
EBITDA – CAPEX operacional (31,7) (0,8)
Cash flow operacional (2) (59,5) 55,5
FCF (3) 14,1 59,6 (76,4)%
Dívida bruta 405,5 393,7 3,0%
Dívida líquida 299,7 309,8 (3,3)%
Dívida líquida/EBITDA últimos 12 meses 1,9x 1,9x
EBITDA / Juros (4) últimos 12 meses 8,1x 5,9x 2,2x
Dívida / (Dívida + Capital próprio) 30,4% 29,6% 0,8pp
Excluindo a operação de securitização:      
Dívida líquida 399,0 309,8 28,8%
Dívida líquida / EBITDA últimos 12 meses 2,5x 1,9x 0,6x
EBITDA / Juros (4) últimos 12 meses 8,1x 5,9x 2,2x

(1) CAPEX operacional exclui investimentos financeiros, provisões para desmantelamento de sites e outros investimentos não-operacionais.

(2) Cash flow operacional = EBITDA – CAPEX operacional – Variação de fundo de maneio – itens não monetários e outros.

(3) FCF após custos financeiros e antes de fluxos de capitais e custos de emissão de empréstimos.

(4) Cobertura de juros.

Estrutura de Capital

A dívida bruta consolidada continua a ser maioritariamente contratada pela Sonaecom SGPS, sendo a alocação de liquidez entre as várias subsidiárias efectuada através de financiamentos internos. No final de 2008, a maturidade média ponderada das linhas de crédito do grupo Sonaecom era de aproximadamente 2,9 anos.

Em 2008, a dívida bruta consolidada totalizava 405,5 milhões de euros, um aumento de 11,8 milhões face ao final de 2007 e incluía principalmente:

  • 150 milhões de euros relativos a um empréstimo obrigacionista de longo prazo, com maturidade em Junho de 2013;
  • 211,0 milhões de euros utilizados no âmbito do Programa de Papel Comercial (cujo montante máximo disponível é de 250 milhões de euros) contratado em 2007 e com maturidade final em Julho de 2012;
  • 20 milhões de euros utilizados no âmbito do Programa de Papel Comercial (cujo montante máximo disponível é de 70 milhões de euros) contratado em 2005 e comprometido por um período de 364 dias;
  • 5,0 milhões de euros relativos a dívida bancária de curto prazo, de um total de cerca de 20 milhões euros de linhas de crédito de curto prazo contratadas; e
  • 18,7 milhões de euros relacionados com contratos de locação financeira de longo prazo.

Em resultado da negociação, em 2007, de swaps de taxa de juro (com maturidades entre Março e Junho de 2009), actualmente, cerca de 46% da dívida é remunerada a taxas fixas.

A dívida líquida consolidada no final do 2008 era de 299,7 milhões de euros, uma diminuição de 10,1 milhões de euros face a 2007, reflectindo essencialmente a evolução do FCF no ano, incluindo os fundos obtidos através da operação de securitização explicada abaixo.

Em 30 de Dezembro de 2008, a Sonaecom – Serviços de Comunicações, S.A., uma subsidiária detida integralmente, concretizou uma operação de titularização de créditos futuros, no montante de 100 milhões de euros, através da qual cedeu os créditos futuros a serem gerados por uma carteira de contratos com Clientes do segmento corporate. As receitas futuras, nos montantes necessários para assegurar à entidade adquirente a realização dos pagamentos trimestrais de juros e capitais devidos aos obrigacionistas da emissão associada a esta transacção, bem como os outros pagamentos devidos aos demais credores desta operação, serão alocadas pela Sonaecom – Serviços de Comunicações, S.A. ao longo dos exercícios de 2009 a 2013. A concretização desta operação gerou um aumento nos fundos disponíveis na Sonaecom ao nível do consolidado.

Excluindo o impacto da operação de securitização, a dívida líquida consolidada no final de 2008 ascendia a 399,0 milhões de euros, um aumento de 89,2 milhões de euros comparativamente com o final de 2007, basicamente reflectindo o FCF negativo subjacente gerado durante 2008.

No final do 2008, o rácio da dívida líquida face ao EBITDA anualizado estabilizou, face a 2007, em 1,9x, reflectindo a diminuição da dívida líquida registada no 4T08 resultante, essencialmente, da operação de securitização, enquanto o rácio de cobertura de juros melhorou de 5,9x, no final de 2007, para 8,1x, no final de 2008. O rácio da Dívida Bruta:(Dívida Bruta + Capital Próprio) também se manteve estável, atingindo os 30,4% em 2008 (face a 29,6% em 2007), reflectindo os movimentos ocorridos na dívida bruta mencionados acima e a diminuição do capital próprio em 6,4 milhões de euros, resultante, essencialmente, da aquisição de 8,8 milhões de euros de acções próprias, no âmbito das deliberações dos accionistas na Assembleia Geral da Sonaecom, que mais do que compensou o resultado líquido gerado no exercício.

No final de 2008, a liquidez e o montante relativo a linhas de crédito disponíveis e não utilizadas do Grupo Sonaecom totalizavam, aproximadamente, 209 milhões de euros. Conforme referido anteriormente, não existem amortizações programadas de empréstimos bancários até 2010.

CAPEX

O CAPEX consolidado, em 2008, foi de cerca de 289,7 milhões de euros, enquanto o CAPEX Operacional atingiu os 192,1 milhões de euros, 18,0% acima de 2007, representando cerca de 19,7% do total do volume de negócios.

O CAPEX consolidado foi significativamente afectado pelo reconhecimento, como custo de licença, do valor actual líquido das obrigações assumidas no âmbito do programa “Iniciativas-E” (91,3 milhões de euros), uma iniciativa governamental que envolve a oferta de computadores portáteis e descontos no acesso à Internet de banda larga a estudantes e professores do ensino secundário. No âmbito da concessão da licença de UMTS no ano 2000, a Optimus assumiu uma série de compromissos para a promoção do desenvolvimento da “Sociedade de Informação”, em Portugal, durante o período de concessão da licença (até 2015). Nos termos de um contrato assinado em Junho de 2007 com o Estado Português, foi acordado que seriam realizados investimentos num montante global de 159 milhões de euros, através de projectos elegíveis como contributos para a referida “Sociedade de Informação” (entre outros, investimentos ao nível do desenvolvimento de rede, actividades de I&D e novos serviços, conteúdos e aplicações) incorridos no decurso normal da actividade. Até ao final do 2008, já tinham sido realizados e validados pelas entidades competentes, investimentos no montante total de 130 milhões de euros. O restante montante será registado à medida que os projectos forem desenvolvidos e a empresa for incorrendo nos respectivos custos. Foi ainda acordado que a segunda componente das obrigações assumidas (no valor de 116 milhões de euros) seria executada através do programa “Iniciativas-E”.

O aumento do CAPEX Operacional, em 2008, resultou do ambicioso plano de investimentos anunciado para o ano e que incluía um maior nível de investimento no negócio móvel (aumento de 28,6% quando comparado com 2007), com objectivo de acelerar a extensão da cobertura e capacidade da rede de acesso móvel.

Capital Próprio

No final de 2008, o capital próprio totalizava 929,0 milhões de euros, em comparação com 935,4 milhões de euros no final do 2007, reflectindo, principalmente, um resultado líquido de 5,2 milhões de euros gerado no exercício, todavia, mais do que compensado pela aquisição de 8,8 milhões de euros de acções próprias.

FCF

Free cash flow alavancado

Milhões de euros 2008 2007 Variação
EBITDA – CAPEX operacional (31,7) (0,8)
Variação de fundo de maneio (30,6) 12,8
Itens não monetários & outros 2,8 43,5 (93,5)%
Cash flow operacional (59,5) 55,5
Securitização 99,3
Investimentos financeiros (0,2) 48,0
Acções próprias (8,8) (8,9) 1,1%
Custos com OPA 0,1 (20,6) 99,4%
Resultado financeiro (16,6) (14,0) (19,1)%
Impostos 0,0 (0,5) 100%
FCF 14,1 59,6 (76,4)%

O FCF consolidado, em 2008, foi positivo em 14,1 milhões de euros, face a um FCF positivo de 59,6 milhões de euros em 2007, e compreende os seguintes elementos:

  • Um nível de EBITDA-CAPEX Operacional negativo de 31,7 milhões de euros;
  • Uma deterioração de 30,6 milhões de euros das necessidades de fundo de maneio, reflectindo um aumento das contas a receber e das existências, não obstante o aumento dos saldos a pagar a fornecedores e a fornecedores de imobilizado. De notar ainda que as necessidades de fundo de maneio, no final de 2008, incluem o montante de 19 milhões de euros a receber da “Fundação para a Sociedade de Informação”, uma entidade criada pelo Estado português com o objectivo de promover a “Sociedade de Informação” em Portugal, relativo à participação do nosso negócio móvel no programa “Iniciativas-E”. Nos termos do contrato estabelecido com aquela entidade, é expectável que estes montantes sejam liquidados a curto prazo;
  • Fundos líquidos obtidos através da operação de securitização, no montante de 99,3 milhões de euros;
  • Aquisição, em 2008, de acções próprias no montante de 8,8 milhões de euros; e
  • Pagamentos de encargos financeiros de 16,6 milhões de euros, aproximadamente 2,6 milhões de euros acima do nível de 2007.